domingo, 2 de outubro de 2011

Tudo no olhar

A saudade vai me matar,
Mas, preciso me afastar,
Faz tempo que carrego tudo no olhar,
Não quero mais me enganar.

Fingi deixar estar,
fingi acreditar, que não era de verdade
E que jamais iria rolar,
Tão grande foi meu fingimento,
Que não conseguir segurar.

Tentei a mim mesma enganar,
Celei meu coração,
Pra não pensar nessa paixão,
Mas, meu coração me enganou,
E hoje me mostrou que,
O que eu sinto é AMOR.

Já não posso suportar,
A dor que é amar,
O mundo desabou, tudo mudou
Não cabe em mim tanta dor.

Tento sorrir pra desfarçar,
Mais em meu silêncio, grito,
Desesperadamente, por um pouco de atenção,
Algúem que, com o mesmo silêncio,
Me faça acreditar, que um dia tudo vai passar.

Aprendi, que com a vida não devemos brincar,
Eu aprendi, aprendi a amar, a sentir, a querer,
A chorar, a gritar, a sorrir,
Mais ainda não aprendi a esquecer,
E são as lembranças, que ainda me fazem sobreviver.

Perdi a direção, o sorriso, a alegria
Perdi o chão,
Hoje, não finjo, me sinto só,
Me sinto mal, no chão,
Cercada por pessoas que sorriem,
Em um ato de falsidade.

Já senti, já vi, estão todos ali,
Esperando novamente eu cair,
Pensei que tinha passado,
Que agora eu poderia seguir,
Mais por natureza, eu consegui,
Consegui estragar tudo de novo,
Tudo aquilo que lutei pra construi.

Trago no olhar,
A tristeza que habita minha alma,
Lágrimas de uma paixão,
Dor e muita decepção.

Não adianta querer me enganar,
Não posso mais continuar,
Mudo agora, ou nunca vou mudar,
Posso ser exatamente tudo o que querem que eu seja,
Posso ser exatamente tudo o que sou.

Vou construir um castelo
E um dia, viver de verdade,
A felicidade de um grande AMOR.

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